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Yawalapiti

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Cerimônias

Yawalapiti

Cidade: Canarana/MT

Os Yawalapiti vivem na porção sul do Parque Indígena do Xingu, região que ficou conhecida como Alto Xingu, em que grupos falantes de diferentes línguas compartilham em grande medida um mesmo repertório cosmológico, com modos de vida semelhantes e articulados por trocas comerciais, casamentos e cerimônias inter-aldeias. O nome Yawalapiti significa "aldeia dos tucuns" e é hoje usado pelo grupo como autodenominação. A "aldeia dos tucuns" seria a localização mais antiga de que se recordam e está situada entre o Posto Diauarum e o travessão Morená (sítio próximo à confluência dos rios Kuluene e Batovi). A atual aldeia yawalapiti está situada mais ao sul, no encontro dos rios Tuatuari e Kuluene, local de terra fértil, distante cerca de 5km do Posto Leonardo Villas Bôas.


A vida na aldeia começa entre 4h30 e 5h, quando as mulheres vão buscar água; pouco depois, os rapazes vão tomar banho - este banho na manhã fria é considerado benéfico para o lutador -, e um pouco mais tarde vão os mais velhos. Em seguida os homens partem para a roça, lançando gritos agudos que marcam o mergulhar na mata; ou então organizam uma pescaria. Ao meio-dia, ou pouco antes, retornam para a refeição. As mulheres passam a manhã processando a mandioca trazida no dia anterior (ou na madrugada do mesmo dia), e à tarde costumam ferver o mingau nukaya (feito do suco venenoso dessa matéria-prima). À tarde os homens descansam, fazem trabalhos manuais ou vão pescar/caçar. No crepúsculo, as famílias costumam ficar nas portas das casas, conversando e manipulando mutuamente os corpos em atividades como depilação, catar piolho e pentear os cabelos. Os jovens se pintam e se enfeitam. Os homens mais velhos dirigem-se ao centro, convocados pelo dono da aldeia, para "fumar". Às 19h todos começam a se recolher e as famílias nucleares se reúnem em volta de seus respectivos fogos, adormecendo por volta das 22h.


Cerimônia

Kuarup





Kuarup é um ritual dos grupos indígenas do Parque do Xingu para homenagear os mortos. Os troncos feitos da madeira “kuarup” são a representação concreta do espírito dos mortos ilustres. A festa corresponde a nossa cerimônia de finados, entretanto o Kuarup é uma festa alegre, afirmadora e exuberante, onde cada um coloca a sua melhor “vestimenta” na pele. Na visão dos índios, os mortos não querem ver os vivos tristes ou feios.

É uma cerimônia de mais profundo sentimento. É realizada por eles no mês de maio todos os anos e sempre em uma noite de lua cheia.





Fonte: Site Povos Indígenas no Brasil | Instituto Socioambiental

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