Etnias

Xavante

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Cerimônias

Xavante

Cidade: Canarana/MT

Os xavante são um grupo indígena que habita o leste do estado brasileiro do Mato Grosso. Atualmente, sua população é composta de 10 mil pessoas e está crescendo. Sua língua é o aquem do tronco linguístico macro-jê e tinham como atividade predominante, até a segunda metade do séc. XX, a caça, a pesca, e a coleta de frutos e palmeiras.

Se autodenominam A'wê Uptabi, que significa "gente verdadeira". Pintam-se com jenipapo, carvão e urucum, tiram as sobrancelhas e os cílios, usam cordinhas nos pulsos e pernas e gravata cerimonial de algodão. O corte de cabelo, os adornos e pinturas são marcadores de diferença dos xavantes em relação aos outros, transmitida através dos cantos pelos ancestrais e partilhados com todoso da aldeia.

Para os xavante, não existe contradição entre absorver elementos "estrangeiros" (como roupas, relógio, comida) e manter viva sua tradição.



Tradições e Rituais



Desde pequenos os meninos formam grupos de idade semelhante. Quando chega o tempo certo, os mais velhos decidem a entrada no Hö (casa tradicional, especialmente construída numa das extremidades do semicírculo da aldeia, para a reclusão dos wapté durante o período de iniciação para a fase adulta), onde os meninos vão viver reclusos, por cinco anos, até o momento de casar com uma moça escolhida para ele. Antes dos meninos entrarem para o Hö, acontece a cerimônia do Oi'o, em que os meninos demonstram sua coragem, seus medos, sua fraquezas através da luta entre eles.

O ritual de furo de orelha acontece na passagem da adolescência para a vida adulta. Todo menino Xavante, de 10 a 18 anos, passa por um período de reclusão de cinco anos na casa dos solteiro, onde o jovem permanece sem contato com a tribo. Nesse período o jovem fica todo o tempo no Hö, onde tem contato apenas com os padrinhos. Ele só deixa a casa para rituais e para atividades fora da aldeia, como caça e pesca.

Após os cinco anos, acontece na aldeia uma festa chamada Danhono, onde a orelha dos jovens é furada com um osso de onça parda. Após o ritual, os jovens passam a ser considerados adultos e voltam ao convívio social com a tribo.




Cerimônia

Wai'á



Desde pequenos os meninos formam grupos de idade semelhante. Quando chega o tempo certo, os mais velhos decidem a entrada no Hö (casa tradicional, especialmente construída numa das extremidades do semicírculo da aldeia, para a reclusão dos wapté durante o período de iniciação para a fase adulta).

Após os cinco anos, acontece na aldeia uma festa chamada Danhono, onde a orelha dos jovens é furada com um osso de onça parda.

O Wai'á acontece a cada 15 anos. Este ritual é um segredo dos homens e por isso nem tudo sobre ele pode ser revelado, aonde acontecem os primeiros passos para quem quer se destacar como curandeiro. A partir dos 5 anos os meninos podem começar a assistir o wai'á. Os pais levam os filhos novos ao wai'á para experimentar e saber logo se os filhos poderão se tornar curandeiros. Só se pode falar o que aconteceu durante o wai'á com os homens que participaram, nunca com as mulheres ou com quem não estava presente.



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