Etnias

Marajó

Abrir vídeo

Cerimônias

Marajó

Cidade: Ilha de Marajó/PA


Os Índios Marajoaras tinham o costume de representar os eventos de seu cotidiano na cerâmica. Grafias e desenhos ilustravam cerimônias como casamento e o ato de caçar. A técnica ceramista dos marajoaras incluía agregar substâncias calcinadas, como casca de árvores ou carapaças de tartarugas raladas, o que permitia dar maior elasticidade ao barro. As peças de cerâmica apresentavam traçados e texturas que revelavam a existência de uma sociedade avançada culturalmente que ali viveu entre os anos 400 e 1.300 D.C.


Hoje, ainda pulsa na Ilha de Marajó, a vida desse Povo Indígena, considerado um dos mais avançados em ciência e tecnologia nativa.
Em contato com os moradores locais, percebe-se o cotidiano e a vida dos Índios Marajoaras, voltado para a arte mais conhecida da Ilha, a marajoara.
Os índios de Marajó fazem peças utilitárias e decorativas. Confeccionam vasilhas, potes, urnas funerárias, apitos, chocalhos machados, bonecas de criança, cachimbos, estatuetas etc.


No passado, desenhavam animais (zoomorfia), formas semelhantes ao homem ou parte dele (antropomorfia) ou misturavam as duas representações.


Para aumentar a resistência do barro, agregam outras substâncias minerais ou vegetais, como cinzas de cascas de árvores e de ossos, pó de pedra e concha, e cauixi, uma esponja silicosa que recobre a raiz de árvores, permanentemente submersas.


As peças eram acromáticas, sem uso de cor na decoração. Usavam só a tonalidade do barro queimado. A coloração era obtida com o uso de barro em estado líquido e com pigmentos de origem vegetal. Para o tom vermelho usavam o urucum; branco, caulim e preto, jenipapo, além do carvão e da fuligem. Depois de queimada, em forno de buraco ou em fogueira a céu aberto, a peça recebe uma espécie de verniz obtido do breu do jutaí, material que propicia um acabamento lustroso.

Voltar