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Kamayurá

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Cerimônias

Kamayurá

Cidade: Canarana/MT

Os Kamaiurá constituem uma referência importante na área cultural do Alto Xingu, em que povos falantes de diferentes línguas compartilham visões de mundo e modos de vida bastante similares. Estão ainda vinculados por um sistema de trocas especializadas e rituais intergrupais, os quais recebem diferentes nomes no interior de cada etnia, mas que ficaram mais conhecidos. A aldeia Kamayurá segue o modelo alto-xinguano, com casas dispostas mais ou menos circularmente, cobertas de sapê, de teto arredondado até o chão. No centro desse espaço circular encontra-se um pátio ou “praça” (hoka´yterip) para a qual convergem os caminhos, conduzindo tanto às moradias como aos lugares públicos e onde se ergue a casa das flautas (tapuwí), atravessada medianamente pelo “caminho do sol”. Instrumentos de destaque na cultura Kamaiurá, as flautas (jakui) só podem ser vistas e tocadas por homens.
A formação da pessoa Kamaiurá implica um período de reclusão na puberdade. No caso dos homens, passam a receber sistematicamente ensinamentos sobre as técnicas de trabalho masculino. O jovem aprende como costurar a pena na flecha, fazer pente, trançar cesta e fazer cocar. Paralelamente, é treinado regularmente na luta de huka-huka. A reclusão é tanto mais prolongada quanto maiores as responsabilidades sociais que deva assumir na comunidade, de modo que possíveis líderes podem estender seu período de reclusão por até cinco anos, intercalados por curtos períodos de liberdade.



Já a jovem entra em reclusão por ocasião de sua primeira menstruação, quando ela aprende a fazer esteira, tecer rede e a executar tarefas femininas no preparo dos alimentos. Sua reclusão não dura mais do que um ano, período no qual ela não corta os cabelos (ficando a franja crescida por sobre os olhos). Ao sair, com um novo nome, é considerada adulta e pronta para o casamento.



Cerimônia

Kuarup



Kuarup é um ritual dos grupos indígenas do Parque do Xingu para homenagear os mortos. Os troncos feitos da madeira “kuarup” são a representação concreta do espírito dos mortos ilustres. A festa corresponde a nossa cerimônia de finados, entretanto o Kuarup é uma festa alegre, afirmadora e exuberante, onde cada um coloca a sua melhor “vestimenta” na pele. Na visão dos índios, os mortos não querem ver os vivos tristes ou feios.

É uma cerimônia de mais profundo sentimento. É realizada por eles no mês de maio todos os anos e sempre em uma noite de lua cheia.


Fonte: Site Povos Indígenas no Brasil | Instituto Socioambiental

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