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Guarani

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Cerimônias

Guarani

Cidade: São Paulo/SP

O termo guarani refere-se a uma das mais representativas etnias indígenas das Américas, tendo como territórios tradicionais uma ampla região da América do Sul, que abrange os territórios nacionais da Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e a porção centro-meridional do território brasileiro.

São chamados povos, no plural, por sua ampla população que encontra-se dividida em diversos subgrupos étnicos. Os mais significativos, em termos populacionais, são os caiouás, mbiás, nhandevas, ava-xiriguanos, guaraios, izozeños e tapietés. Cada um destes subgrupos possui especificidades dialetais, culturais e cosmológicas, diferenciando assim das demais.

Apesar das similaridades culturais, os guarani nunca constituíram uma unidade sócio-política, mas, como acontecia no caso dos tupi, no litoral entre São Paulo e o Maranhão, quem aprendia a língua em um determinado local conseguia se comunicar com gente de quase todas as outras regiões.

Ao longo da história, as diferentes comunidades guarani tiveram variadas denominações. Atualmente, no Brasil, existem três grupos: os guarani mbya, no litoral do Sudeste e no Rio Grande do Sul, principalmente; os guarani nhandeva, ou simplesmente guarani, como eles se auto-denominam, no sul de Mato Grosso do Sul, interior do Paraná e de São Paulo; e os guarani kaiowá, que, em território brasileiro, são encontrados apenas no sul de Mato Grosso do Sul.



Cerimônia

Nhemongaraí



É retratado como o batismo do milho, que tem lugar por ocasião da sua colheita, momento em que são revelados e distribuídos os nomes em língua guarani às crianças da aldeia.



Para que sejam atribuídos os nomes às crianças, os respectivos pais devem levar à opy (casa de rezas), alguns elementos simbólicos que devem estar presentes no Nhemongaraí. Dentre esses elementos está o mbojape, um tipo de alimento preparado com farinha de milho e água, assado nas cinzas de uma fogueira. O mbojape só pode ser feito com sementes de milho guarani.



kaa Nhemongaraí, também é uma cerimônia importante, que é o batismo da erva-mate, que é muito consumido pelos indígenas guarani, principalmente no inferno.

Relata-se que o chimarrão gaúcho tenha surgido dessa prática tradicional, dos povos guarani, habitantes desde os tempos imemoriais dos pampas.


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